
Há 426 anos, em 17 de fevereiro de 1600, no Campo de Fiori, em Roma, o filósofo Giordano Bruno foi queimado vivo pela Inquisição.
A Inquisição não era só um “tribunal religioso”, mas um verdadeiro mecanismo de controle do imaginável. Queimaram um homem que corajosamente se recusou a ver estabelecidas as fronteiras para o seu próprio pensamento, que era tão infinito quanto o Universo.
Porém, passados mais de quatro séculos, ainda vivemos em um mundo que parece temer o “infinito” manifestado em certas ideias. E toda sociedade que teme o infinito, mais cedo ou mais tarde acende as suas próprias fogueiras. Lamentavelmente, as chamas do medo e do ódio ao diferente estão longe de serem extintas.
Para quem quiser conhecer um pouco mais da vida, das ideias e do processo inquisitorial de Bruno, compartilho aqui dois textos meus para download:
MENNA BARRETO, Ricardo de Macedo, “Do Infinito, da Magia e da Inquisição: uma Observação Histórico-Jurídica do Processo de Giordano Bruno”, In: Justiça & História (Impresso), Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, v. 9, n. 17-18, pp.15-44, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, 2009. (Baixe aqui)
MENNA BARRETO, Ricardo de Macedo, “Das Atas do Processo Inquisitorial de Giordano Bruno: breves notas históricas, biográficas e filosóficas”, In: MONTE, Mário et al. (coord.), As Palavras Necessárias – Estudos em comemoração dos 30 anos da Escola de Direito por ocasião do centenário de Francisco Salgado Zenha, Volume II, Braga, UMinho Editora, 2023, pp. 301-320. (Baixe aqui)




